Rondônia, 01 de Setembro de 2014
SAÚDE

Ministério da Saúde divulga esquema da vacina contra o HPV pelo SUS

Fonte: Assessoria
  • Ministério da Saúde divulga esquema da vacina contra o HPV pelo SUS
A partir de 10 de março deste ano, a vacina contra o HPV será oferecida na rede pública, inicialmente, para meninas de 11 a 13 anos. Nesta quarta (22), o Ministério da Saúde anunciou que vai ampliar o grupo prioritário já em 2015, quando meninas de 9 e 10 anos também serão contempladas pela vacinação. O esquema vacinal será o mesmo de países como Canadá, Suíça, México e Colômbia. São 3 doses. Após tomar a primeira, as meninas devem ser vacinadas novamente após 6 meses e receber o reforço depois de 5 anos. Este intervalo grande entre a primeira e a última dose aumenta a eficácia imunológica e impede a queda da produção de anticorpos.

Em 2014, aproximadamente 15 milhões de vacinas serão distribuídas nas escolas públicas e privadas e nos postos de saúde. Caso você opte por não imunizar sua filha, é necessário enviar ao colégio um termo de recusa. Quando se aproximar a data de tomar a segunda e a terceira dose, a garota receberá uma carta que informa o endereço do posto de saúde onde será vacinada – isso será possível por um sistema que armazena dados como nome, endereço e telefone de cada menina.

O vírus do papiloma humano é responsável por cerca de 90% dos casos de câncer do colo de útero, o segundo tipo de câncer mais frequente em mulheres. Ele é transmitido por meio do contato sexual. Estima-se que mais de 290 milhões de mulheres no mundo sejam portadoras do HPV. No Brasil, cerca de 685 mil pessoas são infectadas pelo vírus a cada ano e 4.800 mulheres morrem em decorrência do câncer de colo de útero. A vacina que será disponibilizada pela rede pública será a quadrivalente, que protege contra quatro tipos do vírus: subtipos 6, 11, 16 e 18. Estima-se que os dois últimos sejam responsáveis por 70% das ocorrências da doença.

A idade mínima para tomar a primeira dose foi definida a partir de pesquisas sobre o início da vida sexual das adolescentes brasileiras. Atualmente, cerca de uma em cada cinco mulheres no oitavo ano do ensino fundamental (13 ou 14 anos) afirma já ter feito sexo, de acordo com dados do Ministério. As evidências científicas mostram que a imunização é mais eficaz quando introduzida antes do início da atividade sexual.

A vacina será produzida pelo Instituto Butantan a partir de uma parceria com a empresa MerckSharp&Dohm, que detém a tecnologia. Haverá uma transferência de tecnologia e a expectativa é que até 2018 o Instituto tenha absorvido todo o ciclo tecnológico da produção e seja capaz de gerar as vacinas no Brasil.

Segundo o Ministério da Saúde, haverá o esforço para informar a população sobre o programa de vacinação. A partir de fevereiro, a UNA-SUS (Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde) irá oferecer um curso à distância para capacitar professores e profissionais de saúde sobre o HPV. Assim que retornarem às aulas, as crianças já serão informadas sobre a importância da proteção.

Por ser um vírus relacionado à atividade sexual, o Ministério quer evitar que se construam tabus em torno do problema. Além disso, será preciso deixar claro que a vacina não eliminará a necessidade de uso da camisinha durante as relações sexuais, já que a vacina não protege contra todos os subtipos do HPV nem contra outras doenças sexualmente transmissíveis. O teste de Papanicolau também não deve ser esquecido. A longo prazo, o governo avaliará o impacto da vacina, medindo a incidência do câncer de colo de útero e o índice de mortalidade da doença.

Fonte: G1
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