Mais de 1 milhão de pessoas deslocadas no Líbano com escalada da guerra entre Israel e Hezbollah

Mais de 1 milhão de pessoas foram registradas como deslocadas no Líbano desde o início da nova fase da guerra entre Israel e o grupo terrorista libanês Hezbollah, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (16) pelo Ministério de Assuntos Sociais do país. Ao todo, 1.049.328 pessoas se inscreveram na plataforma do governo, e 132.742 estão alojadas em mais de 600 centros coletivos de acolhimento.

O Ministério da Saúde do Líbano informou que os recentes bombardeios israelenses deixaram 886 mortos, incluindo 111 crianças, 67 mulheres e 38 profissionais de saúde. Outros 2.141 ficaram feridos.

O conflito, retomado no início de março após um período de cessar-fogo iniciado em novembro de 2024, foi impulsionado por tensões mais amplas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã desde 28 de fevereiro. O Hezbollah, aliado do regime iraniano, também tem realizado ataques contra o território israelense.

Nesta segunda, o Exército de Israel anunciou o início de “operações terrestres limitadas” no sul do Líbano, visando destruir infraestrutura do Hezbollah e “estabelecer e fortalecer uma postura defensiva avançada”. O anúncio foi acompanhado por vídeo mostrando movimentação de tropas e tanques com câmeras de visão noturna.

A ofensiva ocorre dias após o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ameaçar “tomar territórios” caso os ataques do Hezbollah não cessassem. Tropas e tanques israelenses estão posicionados ao longo da fronteira e operações terrestres foram registradas em cidades do extremo sul do Líbano.

O novo episódio do conflito gera crescente preocupação humanitária, com mais de um milhão de libaneses deslocados e dezenas de mortos civis, entre crianças e profissionais de saúde.