Rejeição de países da Otan e de parceiros asiáticos ao envio de forças ao Estreito de Ormuz expõe isolamento dos EUA no conflito
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (17) que o país seguirá com a operação militar contra o Irã sem apoio internacional, após aliados europeus e asiáticos recusarem participar da missão no Estreito de Ormuz.
A declaração ocorre depois de Washington solicitar o envio de navios de guerra para patrulhar a rota estratégica no Oriente Médio, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural comercializados no mundo.
“Não precisamos da ajuda de ninguém”, afirmou Trump, ao criticar a decisão de países da Otan e de parceiros como Japão, Austrália e Coreia do Sul.
Recusa de aliados
Entre os países que rejeitaram o pedido está a Alemanha. O ministro da Defesa, Boris Pistorius, disse que o conflito não é responsabilidade europeia.
A Itália também descartou participação e defendeu uma solução diplomática para a crise. A Grécia afirmou que não pretende se envolver em operações militares na região.
O Reino Unido informou que ainda avalia o cenário, enquanto a França indicou que qualquer eventual participação dependeria da redução dos combates.
Na Ásia, Coreia do Sul e Japão adotaram posição cautelosa e não confirmaram apoio militar.
Estreito de Ormuz no centro da crise
A pressão dos Estados Unidos ocorre em meio a ataques a embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, atribuídos ao Irã. A região é considerada estratégica para o abastecimento global de energia.
Trump também tem pressionado a China, destacando a dependência do país asiático do petróleo transportado pela rota.
Escalada militar
Apesar da falta de apoio internacional, o conflito segue em intensificação. Ataques com mísseis e drones foram registrados em países do Golfo, como Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein.
No Irã, organizações humanitárias apontam mais de mil mortos desde o início da ofensiva. Em Israel, ataques iranianos também causaram vítimas e danos em áreas urbanas.
Impasse diplomático
Autoridades iranianas afirmaram que não veem condições para negociar com os Estados Unidos neste momento. O governo de Teerã também declarou que o Estreito de Ormuz segue aberto, mas com restrições a embarcações ligadas aos EUA e aliados.
Cenário
A recusa de aliados em integrar a operação militar representa um obstáculo para a estratégia americana de formação de uma coalizão internacional.
Mesmo assim, o governo dos Estados Unidos mantém a ofensiva e sinaliza que pretende atuar de forma independente no conflito, em um cenário de crescente tensão no Oriente Médio.



