Política de 78 anos apresentava ferimentos graves quando foi localizada em sua residência, no sudoeste da Inglaterra. Polícia afirma que, até o momento, não há indícios de motivação política ou terrorista.
A ex-ministra e ex-parlamentar britânica Ann Widdecombe foi encontrada morta em sua residência na região de Haytor, próxima ao Parque Nacional de Dartmoor, no sudoeste da Inglaterra. O caso aconteceu na quinta-feira, 9 de julho de 2026, e está sendo investigado como assassinato.
Segundo a Polícia de Devon e Cornwall, agentes foram chamados à propriedade pouco antes do meio-dia. Widdecombe, de 78 anos, foi localizada sem vida e apresentava ferimentos considerados graves pelas autoridades. A causa oficial da morte ainda deverá ser determinada pelos procedimentos periciais.
Um homem britânico de 26 anos foi preso nesta sexta-feira, 10 de julho, na cidade de Newton Abbot, localizada a aproximadamente 15 quilômetros da residência da ex-ministra. Ele permanece sob custódia enquanto os investigadores realizam perícias, analisam imagens de câmeras de segurança e tentam esclarecer as circunstâncias do crime.
A polícia informou que mantém todas as possibilidades sob análise, mas afirmou que não existem, até o momento, elementos que indiquem relação com terrorismo ou motivação política. As autoridades também solicitaram que moradores da região entreguem possíveis registros de câmeras ou outras informações relevantes para a investigação.
Ann Widdecombe foi integrante do Partido Conservador e ocupou cargos nos governos do primeiro-ministro John Major durante a década de 1990, incluindo funções nas áreas de educação e sistema prisional. Ela foi membro do Parlamento britânico entre 1987 e 2010 e, posteriormente, representou o Brexit Party no Parlamento Europeu, além de atuar como porta-voz do Reform UK.
Conhecida pelas posições conservadoras e pela atuação em defesa do Brexit, Widdecombe também ganhou projeção fora da política ao participar de programas de televisão, como Strictly Come Dancing e Celebrity Big Brother. Lideranças de diferentes partidos britânicos prestaram homenagens e manifestaram pesar pela morte da ex-parlamentar.
As investigações continuam, e a polícia reforçou que a prisão representa apenas uma suspeita. Nenhuma acusação formal ou condenação havia sido anunciada até a publicação desta notícia.





